Minha história de vida profissional
Minha história de vida profissional
Comecei a trabalhar eu tinha doze anos de idade em casa de familia, neste meio tempo eu sempre procurava outras coisas para fazer como vender, por exemplo, então passando nesta lojas de distribuidores de revistas que você vende produtos como avon, natura entre outros, eu comecei a vender estes produtos tinha na época cerâmica, vidros, linha de perfumaria cuidados pessoais e roupas intimas. Então eu ia final de semana para uma casa de familia trabalhar na semana em outra ia para a escola e aproveitava para as vezes ir de casa em casa para vender.
Mas não era facil. Além do que não se ganhava como hoje em casa de familia era muito pouco. Vamos dar um exemplo hoje o valor do gaz é uns 100 reais era mais ou menos isso que se ganhava por mes e a condução dependendo de onde ia-se trabalhar. Como eu tinha mais serviço fim de semana, pois era uma casa fixa e eu queria estudar.
As amigas de minha mãe me via em casa e ficava fofocando que eu não trabalhava, mas elas me viam de vez em quando, pois todos lavavam roupas em mina (lugar que tem um cano e cai agua de um riacho ou sai de pedras), então a mina era no fundo de nosso quintal, para irem para a mina tinham que passar no nosso quintal e as vezes iam por outro caminho que era outra bica.
E um dia eu estava em casa cuidando de ajudar minha mãe que ela também fazia bicos de limpeza e tinha uma ferida no pé e eu tinha que ajudar ela e nós eramos em 09 irmãos morando juntos em um barraco de dois comodos, e um morava com meu avo, e depois de algum tempo minha mãe ainda teve outro sendo assim eu precisava ajudar de várias formas com os cuidados de casa e também trabalhar fora.
E diga se de passagem que quando mudamos pra esta cidade a nossa vida virou de cabeça pra baixo, que mesmo minha mãe tendo muitos filhos em São Paulo nós tinhamos uma vida bem melhor e nada nos faltava e aqui além de faltar tudo não tinha o basico que era agua encanada, por exemplo, mas voltamos ao fatídico dia minha mãe não sei porque foi lavar roupa na outra bica, não lembro se a que era mais no fundo de casa estava quebrada não lembro somente sei que ela foi para lá e eu fiquei em casa eu sempre ia com ela este dia não fui e a tarde como sempre fui pra a escola, uma coisa que eu não gostava de fazer era faltar na escola.
E era longe de casa, então quando cheguei a noite minha mãe disse amanhã vou te levar para procurar emprego e eu não queria ir já comecei a chorar que não queria sair da escola ela disse se conseguir de meio periodo você continua estudando, beleza no caminho ela contou que estava me levando, pois as mulheres estavam falando que eu não trabalhava e por isto ela ia me levar.
Enfim quando chegamos na Lapa bairro de São Paulo e compramos o jornal de empregos oamarelinho. e fomos ver algumas vagas e a primeira que vi que estava contratando adolecentes a partir de 12 anos para trabalhar meio periodo, na ancia de ter um trabalho não analisamos o que seria o trabalho, somente vimos que dava pra ter um emprego e fui na entrevista e mandaram começar a trabalhar no outro dia. O trabalho era de entregar panfletos de vendas de terrenos de cemiterio que era o empreendimento do cemitério Jaraguá que estava se iniciando a empresa se chamava Jaragua promotora de vendas, que ainda existe no alto da Lapa SP, enfim passei pela entrevista e mandaram iniciar no outro dia, a felicidade de conseguir o trabalho levei no outro dia meu irmão e um vizinho junto, me lembro que fui com um vestido de botão cor de rosa, e saimos cedo para trabalhar de a pé e fomos pegar trem na estação que era um tanto longe e o dia estava um pouco chuvoso.
Então chegamos no trabalho e a chuva já havia passado iniciamos o dia e fomos em uma perua para o local de distribuição dos panfletos. Meu irmão e seu amigo para um lugar (meu irmão tinha 13 anos e seu amigo 15 e eu 14 anos), e eu com uma menina morena que não lembro o nome para outro lugar. Por fim o dia correu bem e como combinado 11hs voltamos que depois de algum procedimento nos liberavam as 12hs para casa. E ao entrar na perua ao fazer a primeira curva a porta da perua abriu e eu cai para fora batendo minha cabeça na guia e depois fiquei sabendo, porque desmaei na hora que a menina que estava ao meu lado também caiu, mas não se machucou ela cai com o banco por cima de mim.
Enfim me levaram a um hospital que para mim se chamava São Bento no alto da lapa, mas não me lembro que nome que o hospital tinha, só lembro que quando dei por mim o médico estava pedindo para raspar a minha cabeça para operar e eu gritava não corta meu cabelo que sou crente, e depois acredito que apaguei novamente e acordei com o rapaz e meu irmão na porta do quarto me olhando assustados eles voltaram para casa e trouxeram minha roupa para minha mãe e eu fiquei internada.
Lá tentaram me dar uma comida que ao tentar comer saiu um monte de sangue pelos ouvidos que caiu no prato, as pessoas não se importaram com o que aconteceu comigo. Depois a noite eu fui levada para um lugar que era grande e parecia um grande porão e tinha um monte de gente deitado em colchonetes no chão, gente eu estava sem tomar café da manhã, sem almoço e ainda por cima sem a janta, pois meu prato de sopa encheu de sangue, e passou uma pessoa dando chá mate e era um chá que eu gostava muito e eu pedi e não me deram até hoje não sei porque não me deram.
Minha mãe no outro dia foi para o hospital para tentar me ve e não deixaram até hoje não entendo porque não deixaram. Eu parecia uma bobaiada naquele lugar e não sabia onde estava e não sei quando e se foi dois dias depois o homem que causou o acidente que dirigia a perua, mas outro homem me trouxeram para a minha casa em uma brasilia e eu tenho freches do momento não lembro a hora que eles me buscaram no hospital só me lembro o momento que estava entrando na rua do Jardim marina que seguia em direção a meu bairro.
Por fim cheguei em casa, minha mãe chorava muito minha amiga Marcia Soares de Souza que tanto amo veio me ver e ajudar minha mãe nas coisas da casa. E eu fiquei alguns dias de cama. E depois a minha vida começou uma rotina de tratamentos e cuidados, pois meu rosto ficou desfigurado com paralisia facial e pasmem vocês a empresa não me indenisou e me mandou retornar ao trabalho, não sei que se passou na cabeça de meus pais que deixaram eu retornar mesmo em tratamentos, não os culpo a nossa vida era uma bagunça e pobreza mesmo acho que nem sabiam o que fazer.
Só sei que eu voltei a trabalhar e aqueles homens faziam as reuniões brigando que a gente não vendia eu ia pra as ruas com uma toalha no rosto com vergonha de meu rosto torto. Por misericordia de Deus e muitas orações meu rosto voltou ao normal eu fiz poucas seções de fisioterapia eles me encaixaram em uma clinica na lapa para fazer. Eu perdi meu ano escolar, mas as professoras preferiram me passar e deixar para mim tentar ou repetir no próximo ano. O acidente aconteceu em novembro, enfim um dia eu acabei pedindo para ou me mudarem para uma area interna da empresa, pois eu ja estudava datilografia ou me despedirem, pois eu não conseguia trabalhar minha mente não assimilava nada parecia abobaiada, alem de sentir muito sono.
A empresa me dispensou tinham me registrado. Foi ai que meu pai resolveu recorrer a uns advogados lembro que fui em uma audiencia somente, naquele tempo eu tinha de documento somente a carteira e o registro de nascimento, não sei como acabou se perdendo a minha carteira com o papel que tinhamos que ir na audiencia. A vida de miseria e fome meus pais não tinha tempo para se dedicar a me ajudar e tentar indenisação ou algo assim. Por fim fui procurar outros trabalhos e voltei para casa de familia principalmente da primeira patroa que eu gostava muito dela e ela se tornou minha amiga até o dia que Deus a recolheu em maio do ano passado o nome dela era Valmi Abdalla Donatell e eu trabalhando lá fazia datilografia e também computação (nome dos cursos de informatica antigamente).
Na casa da Valmi eu cuidava de serviços internos minha mãe lavava a roupa e passava e eu ia nos fins de semana lavar panelas de aluminio e arrumar o armario da mãe dela, depois de uns anos passei a trabalhar nas semanas também, pois eu fui trabalhar em uma casa em ambuita aqui na minha cidade e outras casas, que não me sentia bem inclusive teve casa que tinha pessoas que gritavam comigo coisa que a Valmi e sua mãe nunca fez.
Quanto ao meu rosto voltou ao normal, a cabeça melhorou, mas sempre tive dores fortes sempre que posso faço tomografia este ano já fiz a sequela maior foi as vistas e a dor de cabeça que somente depois de 18 anos de idade vim usar o oculos que perdi e acabei ficando sem usar por muitos anos e agora depois que entrei na faculdade aos 36 anos uso direto.
Voltando ao acidente, não vi mais aquelas pessoas e também não recebi nada da empresa. No ano seguinte repeti de ano e no outro já com 16 anos eu passei para o colegial. (naquele tempo falava colegial) .Como falei no inicio eu sempre vendia algumas coisas e eu continuei a vender os produtos de vários catalogos.
Depois já com 17 anos resolvi sair da Valmi (me arrependi mais ja era tarde) para tentar novas conquistas comecei a fazer colegial de magisterio a tarde na época a tarde e fazia pela manhã curso de preparação para o trabalho no Bradesco cidade de Deus (nome do bairro em Osasco que tinha a central de cursos para adolecentes. Na época era muito dificil entrar tinha que fazer muitos testes, mas lembra que eu disse que eu tinha passado pelo acidente isto também implicaria em meu desenvolvimento, mas inacreditavelmente eu passei e comecei a fazer, já se passavam uns 8 meses que eu estava fazendo e no próximo ano eu ia estagiar e tinha detalhe eu fazia nos dias que não ia para o curso estagio sem remuneração na escola do estado. E no próximo ano ia começar a dar aula já tinha combinado com as professoras.
Mas um dia meu pai foi fazer uma visita para uns parentes. (gente não sei porque, mas tudo tinha que acontecer e até hoje acontece comigo, meus irmãos sempre sairam ilesos diga se de passagem enquanto eu fazia tudo isto eles simplesmente estavam conhecendo e praticando as coisas do mundo).Mas voltando ao assunto meu pai nas casas de parentes contou a situação financeiras que ainda continuava a mesma da época do acidente, só com uma diferença tinhamos saido do barraco e moravamos em uma pequena casa de dois comodos que a igreja que meus pais pertenciam que meses depois eu passei a pertencer havia ajudado a construir somente no broco e sem banheiro não sei porque antigamente faziam casas sem banheiro, mas isto é assunto pra meu outro blog. E por falar em outro blog tenho um de receitas também. Enfim voltando uma tia tentou nos ajudar pedindo para ir na casa dela que ia me arrumar um trabalho, eu disse pai amanhã tenho curso não posso faltar ele disse não ela vai arrumar em uma casa de familia que você pode continuar a estudar. Enfim fui na casa dela e ouvi um sermão dela e da minha avó (in memorian ambos) todos já faleceram meus pais avos e tias. Enfim ai passei o dia la aguardando a conseguir este trabalho e ajudando elas em algumas coisas ela acabou não falando do trabalho e eu voltei para casa revoltada. E passei daqueles dias a ser uma pessoa rebelde abandonei meus cursos e fui pra rua em todo lugar procurar emprego e só achava porcaria vender barsa, livros antigos que vendia de porta a porta, vender saco de lixo, e só porcaria que aparecia e eu estava revoltada e não queria voltar para casas de familia, enfim tinha vergonha de voltar também pra Valmir, e eu fui trabalhar de crediario em uma loja e não deu certo, por fim, o ano terminou que isto foi em Outubro meu pai se arrependeu (o que adimirava nos meus pais que eles faziam algumas coisas comigo, mas se arrependiam) de ter me feito sair da escola me arrumou um serviço de auxiliar de escritório e lá eu aprendi muita coisa voltei a estudar a noite e a fazer contabilidade.
A partir daqui irei contar mas um pouco de meus trabalhos em escritório no próximo capitulo prometo resumir desta vez.
Salmos 128:2: "Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.

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